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30 de mai. de 2010

“Entrevistamos juntos pessoas que são parte da história local”

"Não sei quando conheci o Zé Carlos Sá. Mas certamente foi logo depois de sua chegada, contratado pelo Governo do Estado, seguindo-se sua ida para trabalhar no Alto Madeira. Naquela época tínhamos no AM, e disso eu não tenho qualquer dúvida, a melhor equipe de profissionais de jornalismo que já se juntou numa redação em Rondônia, capitaneados pelo Ivan Marrocos e pelo Rodrigo Pacheco, além do Paulinho Correia e uma turma mais jovem.
Com o Zé participei de algumas entrevistas que considero importantes na minha vida profissional, mas destaco três porque foram feitas com pessoas que, além de conhecerem a história local eram, também, parte dela, dona Labibe Bártolo, já perto dos 102 anos e as professoras Marise Castiel e Aurélia Banfield, ambas já falecidas.
Desde que aqui chegou o Zé sempre atuou em assessorias. Nessa condição, assessorando o então candidato a governador Orestes Muniz, nós acabamos em campos opostos: era a eleição de 1990 e eu fazia a imprensa do candidato Osvaldo Piana. Mas isso não interferiu na amizade e, quando o Piana assumiu e eu fui para o Decom, nos seis meses que fiquei lá o Zé foi meu principal ponto de apoio.
Em 1998 estávamos juntos na campanha ao governo, a favor do candidato José Bianco. Mas antes coube ao Zé, como assessor de comunicação da Fiero mostrar a Federação ao público, trabalho feito com competência. Agora mesmo em mais um desafio, cabe-lhe o trabalho na Santo Antônio Energia o que, tenho certeza, não seja fácil.
Falei do jornalista. E do cidadão? Bom, eu e muitos aqui temos o Zé Carlos Sá como uma referência quando se trata de profissionalismo e ética."
Lucio Albuquerque. Assessor do Tribunal de
Contas do Estado de Rondônia

“É um grande conhecedor da história de Rondônia”

"Quanto ao jornalista José Carlos Sá, "ZeCarlos", reputo-o como um profissional ético, sensato, companheiro e um dos profissionais competentes e estudiosos do Jornalismo Especializado em Assessoria de Imprensa, em atividade em Rondônia.
Conheci-o um pouco depois de migrar de Manaus (AM) para Porto Velho (Rondônia), na década de 1980, logo após a criação do Estado de Rondônia, e da eleição do primeiro governador eleito pelo voto direto do Estado, Jerônimo Garcia de Santana.
Desde que aqui aportou, na gestão do ex-governador Ângelo Angelim, junto com o Márcio Raposo, outro mineiro, mostrou-se logo preocupado com a falta de estrutura física e de recursos humanos para que o governo pudesse garantir aos cidadãos maior acesso às informações.
"ZeCarlos" tornou-se um profundo conhecedor da História Regional de Rondônia, cujas pilastras foram fincadas sob a influência das mais diferentes vertentes culturais que instigam e aguçam, cada vez mais, a sede do saber em cada nativo e migrante deste "Pedaço de Brasil"."

Abdoral Cardoso. Assessor de Imprensa do
Tribunal Regional Eleitoral da 14ª Região

“Ajuda a escrever a melhor parte da história da imprensa de Rondônia”

"Falar do companheiro jornalista José Carlos Sá me levou a matutar para trazer à baila lembranças de quando trabalhamos juntos no Departamento de Comunicação do Governo de Rondônia, da época em que ele atuava na Federação das Indústrias de Rondônia e depois na assessoria do ex-deputado federal Miguel de Souza.
Lembranças também de momentos em que a vida de jornalista permite tirar da tomada a conexão que nos aprisiona na incessante vontade de testemunhar fatos da história. É o banal lazer, direito de todo mundo, especialmente regado a uma cervejinha, é claro. Foram poucos, mas o suficiente para crescer a admiração e estreitar a amizade.
Não conheço o jornalista Zé Carlos das redações e das rádios de sua Minas Gerais. Conheço o jornalista das Assessorias de Imprensa na terra que ele abraçou não apenas com o coração, mas também com o intelecto do gosto pela leitura, devorando nossos historiadores, e tudo querendo saber sobre Rondon e suas empreitadas no oeste brasileiro.
Pois bem. Esse Zé Carlos é competente profissional. Responsável e dedicado, nada deixava passar ao revisar a redação de colegas do Decom. Sou de péssima memória, mas lembro que por suas qualidades merecia bastante confiança do chefe e do secretário da Casa Civil, condição muito importante para o exercício de uma Assessoria de Imprensa.
Era um pouco burocrático, na tarefa de preparar o boletim com os releases de cada dia. Talvez por isso tenha caído fora, conquistando espaços muito melhores em sua vida profissional, ligados à indústria, ao desenvolvimento.
Temo o exagero do reconhecimento a um profissional respeitado, que ao longo de sua trajetória em AI sempre manteve abertas as portas das redações. Discreto, de poucas palavras como convém a um mineiro, Zé Carlos não é dado a rapapés. E, além do mais, sempre é possível interpretar depoimento dessa natureza como uma troca de figurinhas, o corporativismo com a força de expressão pessoal entre colegas de geração equivalente.
Tomara que assim não seja. José Carlos Sá, não tenho dúvida, ajuda a escrever a melhor parte da história da imprensa e dos jornalistas de Rondônia."
Mara Paraguassu. Assessora de imprensa
da senadora Fátima Cleide (PT)

"Com ele aprendi a importância de estar à frente da notícia"

"Conheci em 90, um jornalista mineiro, afoito, dedicado, lutador - O Zé Carlos Sá. Eram tempos de discussões acaloradas, ninguém sabia muito o que fazer com a tal "democracia", afinal éramos um produto da ditadura militar. Zé Carlos corria célere atrás da campanha Orestes Muniz (candidato ao governo de Rondônia). Tinha notícias privilegiadas, quentinhas, saídas do "Forno Jerônimo Santana" (governador).
Lembro-me bem, ele chegava todas as manhãs no Palácio Presidente Vargas, dava um alô para o chefe e corria para nossa sala - naquela época diziam ser um braço da Dicom (Divisão de Comunicação do Governo de Rondônia). Parávamos para ouvir o Zé. Ele arrebatava a atenção de todos, contava as novidades e comentava sobre elas, fazia projeções.
Não passou muito tempo, vi o Zé como repórter do "Alto Madeira". Aí que aprendi uma coisa com ele, estar sempre à frente da notícia. Era por isso que o respeitávamos tanto, além do texto impecável, é claro. Os anos passaram, o Zé subiu, subiu... chegou a uma magnitude que todos jornalistas gostariam de alcançar. Valeu Zé!"
Sara Xavier. Assessora de Imprensa do INSS 
e professora de Comunicação Social